Isso aconteceu tem algumas semanas. Não sei se você conhece, mas tem uma loja de artigos gaúchos naquela galeria ao lado do Metrô Siqueira Campos, aqui no Rio.

Eu tinha ido lá para comprar chimarrão… e acabei ganhando uma aula de marketing gratuitamente.

Mas antes de eu contar para você como foi essa aula, eu tenho que te falar um pouco sobre como isso aconteceu…

Por Que Eu Estava Lá?

Antes de qualquer coisa eu preciso te contar que eu não sou gaúcho.

Não vim de família gaúcha.

Tenho alguns bons amigos gaúchos sim, e meu “relacionamento” com o Rio Grande de Sul meio que se resume a isso.

E é possível que você esteja se perguntando “por que raios eu estava comprando chimarrão”.

Até bem pouco tempo, eu só tinha provado chimarrão uma única vez, curiosamente num evento de marketing digital.

E eu não sei se você é assim, mas desde que eu comecei a empreender eu procuro ser intencional com o meu nível de energia.

Porque a minha energia impacta diretamente o resultado do meu trabalho.

O meu interesse pelo chimarrão surgiu assim.

Essencialmente, depois de ter escutado o Tim Ferris falando sobre isso (se você quiser saber mais, joga aí no Google “Tim Ferris Yerba Mate” que você vai encontrar mais informações a respeito).

Só tinha um “pequeno problema”… eu sequer sabia preparar um chimarrão. Não sabia nada, exceto o fato de que eu queria ao menos experimentar e “ver se funcionava”.

Eu cheguei a comprar um “kit de cuia mais bomba” em uma loja no shopping… mas não deu muito certo.

“Não dar muito certo” significa que todo chimarrão que eu fazia a bomba ficava entupida, eu ficava assistindo vídeos no youtube para aprender a maneira correta de preparar, e… em poucos dias deu mofo na minha cuia.

Frustrante, né?

E foi com algumas pesquisas na Internet que eu descobri a Casa do Gaúcho, essa que eu falei que fica na galeria do Metrô Siqueira Campos.

E lá fui eu, com minhas expectativas e frustrações, para a Casa do Gaúcho.

A Experiência De Compra

Quando eu cheguei na Casa do Gaúcho, eu já sabia que eu queria comprar uma cuia nova, uma bomba nova e erva mate.

Essa parte é bem importante: eu JÁ TINHA TOMADO A DECISÃO que eu iria comprar.

Mas eu não queria simplesmente comprar.

E para minha sorte, o Gaúcho era bom de marketing (se você chamar o dono da loja pelo menos é capaz dele estranhar. É “O Gaúcho” mesmo, rs).

Porque eu comecei a perguntar, e as perguntas acabaram resultando num ótimo papo (vai analisando o papo e tentando entender o que ele estava fazendo).

Ele me ensinou como eu devia fazer o chimarrão.

Me explicou o que eu devia fazer para a cuia não mofar (jamais deixar secando com a boca virada pra baixo, quando for lavar a cuia salpicar erva mate para a erva absorver qualquer umidade. Tem funcionado bem 🙂 ).

Ele me ajudou a escolher a melhor cuia e a melhor bomba dentro do que eu estava disposto a pagar.

A gente conversou sobre a história da loja dele, ele contou inclusive que já tinha recebido a imprensa internacional lá.

De brinde, ele me deu dois acessórios, um ceifador e um filtro para bomba.

Antes de eu ir embora ele ainda me contou que de vez em quando ele fazia alguns eventos e pediu meu e-mail para me convidar quando fosse acontecer um.

A Aula De Marketing

O mais importante que eu preciso falar aqui é o seguinte: a necessidade de direcionar o seu conteúdo para educar o cliente.

Repare uma coisa: eu já tinha tomado a decisão de compra.

Mas eu ainda não sabia tudo o que eu precisava saber para fazer a compra.

Quando o Gaúcho me explicou tudo o que eu perguntei para ele, o que ele estava fazendo era educar o cliente.

Por isso eu gosto tanto de bater na tecla que você não pode “publicar conteúdo aleatório”.

O que o Gaúcho fez, na verdade, foi “publicar conteúdo”. Era offline, obviamente, mas é a mesmíssima coisa.

Se você vai publicar conteúdo, você precisa se fazer a seguinte pergunta: o que o meu cliente precisa saber para poder comprar?

Outra coisa importante: ao falar da visita da imprensa, ao falar do evento, ele ao mesmo tempo estava construindo autoridade e gerando intimidade.

Pensa aqui comigo: se alguém aqui do Rio me perguntar sobre onde comprar chimarrão, quem você acha que eu vou recomendar?

E eu nem preciso dizer que ele me pegou o meu contato, né?

O papel onde ele anotou o meu e-mail é o “formulário de captura” dele.

Tudo isso no offline… mas a lógica é exatamente a mesma.

E adivinha só: nesse exato momento que eu tô escrevendo esse texto, eu tô me preparando para ir lá… comprar mais mate.

PS: Você já tirou alguma lição de negócios a partir de uma experiência de compra “mundo físico”? Você usa o seu conteúdo para educar o seu cliente? Me conta aí nos comentários!

 

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