A primeira coisa que todo mundo escuta quando entra no mercado digital é sempre a mesma: você precisa conhecer o seu avatar, o seu público ideal.

Você começa a fazer mapas mentais e quebrar a cabeça imaginando todos os medos, sonhos, desejos e frustrações daquele que você imagina que é o seu cliente ideal.

Não é assim? Agora, uma pergunta… depois que você começa a capturar leads e ter clientes… você para de tentar entender o seu avatar?

Você simplesmente “acredita” que o mapa que você fez lá no início estava certo?

É aqui que entra o “nível hard”.

O Nível Hard

No início, quando criamos o nosso negócio, é normal apelarmos para a imaginação.

Mas chega um momento que você precisa VALIDAR se aquela ideia inicial que você tinha do seu avatar estava correta.

E existem essencialmente duas maneiras que eu conheço de fazer isso: através de PERGUNTAS e OBSERVAÇÃO.

Deixa Eu Te Contar Uma História…

Vou te contar uma história: uma vez eu estava caminhando no centro do Rio de Janeiro quando recebi uma mensagem pelas redes sociais.

Era uma pessoa interessada em se inscrever no meu grupo de mentoria.

A gente conversou normalmente, papo vai, papo vem, a conversa terminou naquele dia, e a gente ficou de se falar no dia seguinte.

Na hora, um feedback que eu recebi era que essa pessoa consumia meus conteúdos, e que esses conteúdos serviram de motivação para vir falar comigo.

Até aí, tudo bem.

Agora, como bom empreendedor, e sabendo que a conversa continuaria em outro momento, o que você faria?

É claro que em se tratando de um possível cliente, você precisa “conhecer o seu avatar”.

Só que agora a gente tá falando de mundo real, certo? Não é um “avatar imaginário”, é uma pessoa real.

Como eu tinha feito o meu trabalho de casa direitinho, nem foi tão difícil.

A Observação

Tem duas maneiras de observar quem é o seu avatar: uma é nas redes sociais e outra é na sua lista de e-mails.

Nas redes sociais é bem simples, é simplesmente questão de caçar comentários, curtidas e interações do gênero.

Agora, na sua lista de e-mails você tem que ter feito “trabalho de casa” direito ANTES.

Porque se você simplesmente manda e-mails para a sua lista de uma forma geral (o que a gente chama de “broadcast”), tudo o que você tem a fazer é olhar aberturas e cliques.

Agora, e quando você usa funis de vendas?

Por quais campanhas a sua lead passou?

Quais e-mails a sua lead recebeu?

Quais não recebeu?

Por quais passos dentro de cada funil a sua lead passou?

Se você convidou para um webinário, a sua lead compareceu? Assistiu? Se assistiu, até que ponto ela assistiu?

Você possui essa lead na sua lista do Manychat?

Por onde ela entrou na sua lista de e-mails?

Quais recompensas digitais ela baixou?

Felizmente, eu desenvolvi um sistema de marcações no meu autoresponder que eu mapeio todo e qualquer passo que cada lead dá dentro dos meus funis.

É o mesmíssimo sistema, inclusive, que eu ensino para os alunos do meu treinamento “Funil Na Prática”, na verdade eu tenho um módulo inteiro falando só sobre isso.

E nesse caso específico, o veredicto foi o seguinte: era uma lead que quase não abria e-mails, mas já tinha baixado dois e-books meus.

Nas redes sociais eu não detectei nada que me chamasse a atenção, muito embora eu entenda que você pode consumir conteúdo das redes sociais sem deixar rastro.

Fica a dica então, sobre lista de e-mails: registre TODOS os passos de TODAS as suas leads.

E agora que você sabe disso, é possível que você esteja pensando… “ok, Felipe, e quando a lead não entra em contato? A gente não faz nada?”

Perguntas

Essa é a resposta mais óbvia e menos praticada. Você faz PERGUNTAS para as suas leads?

Se você tem um webinário, na página de obrigado da inscrição… você coloca uma pesquisa?

Você ESTIMULA a sua audiência a falar com você?

Quando você faz uma oferta para a sua audiência e ela diz NÃO para você… você pergunta o porquê?

Quando você faz perguntas para a sua audiência, na maior parte das vezes acontece uma “coisa meio mágica”… as pessoas respondem. 🙂

E nisso você pode aproveitar o gancho para continuar a conversa e entender melhor o seu público.

Não apenas entender, mas tomar decisões em cima das respostas que você conseguiu.

Com base nessas respostas, você tanto pode validar se você está atraindo o público correto como conhecer melhor características que você ainda não conhecia do seu público.

Um livro que eu recomendo muito sobre esse assunto (infelizmente até o momento disponível só em inglês) é o “Ask”, do Ryan Levesque. O cara é mestre no assunto, vale demais a leitura.

Conclusão

Desenvolver um mapa do seu “avatar imaginário” é fundamental, mas não é o suficiente. Você precisa validar esse mapa, trazer esse mapa da teoria para a prática.

Para fazer isso, você precisa tanto fazer perguntas para a sua audiência como observar o relacionamento dela com você.

Essa observação nas redes sociais é “na base do olhômetro”, mas na sua lista de e-mails você pode e deve implementar um sistema em que você registre todos os passos da sua audiência com você (como os alunos do “Funil Na Prática” bem conhecem).

PERGUNTA: E você, tem alguma outra dica para conhecer melhor o seu avatar “no mundo real”? Já implementou alguma dessas dicas? Pretende implementar? Quando? Me fala aí nos comentários! E se foi útil para você, compartilhe – é só clicar nesses botões de redes sociais que tem aqui na página!

PS: Perceberam agora por que eu sempre faço perguntas no final dos meus posts, né? 😉

 

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